Ana Cañas relata tentativa de agressão em show

Ana Cañas (Foto: Reprodução/Instagram)

 

Ana Cañas usou as redes sociais para desabafar, nesta segunda (21), a respeito de uma tentativa de agrassão que sofreu de um homem na plateia de show, que aconteceu no sábado (19), na praça da República, em São Paulo.

“No último sábado, durante o show na praça da república em SP um homem arremessou, da platéia, uma latinha de cerveja no palco.

Não contente em não ter me acertado na primeira, ele jogou outra, uma segunda lata (as duas estavam cheias e pesadas) e também errou.

Visivelmente, ele fez isso na tentativa de me atingir com as latas após tocarmos “lambe-lambe” (música que fala abertamente sobre a sexualidade feminina) e do discurso sobre o genocídio do povo preto periférico, quando eu abordo o antiproibicionismo da maconha no show.

Não sei qual é o posicionamento político daquele ser humano mas o fato recorrente é que homens AGRIDEM mulheres – incluindo as que estão trabalhando em cima do palco.

Sempre fico estarrecida com esses gestos e tento devolver em amor e luz quando isso acontece.

Mais eis que surge ali de trás minha super ROADIE maravilhosa Bia Wolf Paiva, que catou a latinha na mão, foi até a frente do palco e jogou de volta na direção do sujeito tomando o cuidado pra não acertar ninguém, nem o próprio mané que nos agrediu.

Na sequência do ocorrido nós tocamos “respeita” e eu cantei encarando aquele macho covarde pra ver se ele pegava a visão da letra.

Mulheres andam juntas. Elas seguram nas mão umas das outras.
se fortalecem e se ajudam.

Podem me tacar ovo, latas, pedras… que continuarei ali, firme e forte, usando minha voz para defender tudo o que acredito.

Enquanto essa patriarcado escroto e os opressores não caírem e uma nova consciência surgir entre os seres humanos, estaremos lá, sendo queimadas em fogueiras ou tomando latada vesga.

Não importa, nós seguiremos até o fim. Agradeço a essa time maravilhoso de mânas da minha equipe que sempre segura firme na minha mão. “companheira me ajuda que eu não posso andar