Anderson di Rizzi: “Se meu filho quiser brincar ou ter uma boneca, ele terá”

Anderson di Rizzi (Foto: Sergio Baia)

 

Na novela A Dona do Pedaço, Anderson di Rizzi vive Marcio, um homem com traços de machismo que queria ficar com duas mulheres, mas na vida real ele leva uma vida bem diferente. Casado com Taíse Galante, ele é um homem que condena este tipo de atitude e acredita que isso seja cultural de uma sociedade enraizada no patriarcalismo.

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“Foi imposto à mulher que ela fosse submissa ao homem, e isso precisa acabar. Não se pode mais haver espaço para o machismo, viver em um mundo mais igual provocará mudanças positivas e essenciais na sociedade. Acredito que a maioria dos homens também já foi vítima de situações como ‘homem não chora’ ou ‘isso é coisa de menina’, mas a maior vítima é a mulher, que sofre violências físicas e emocionais irreparáveis, que sofre com a desigualdade salarial, além de tantas outras situações”, descreve.

Pai de Helena, de 2 anos, e de um recém-nascido, Matteo, de 2 meses, o ator não vê diferenças entre criar uma menina e um menino. Para ele, os dois não podem sofrer com o machismo tóxico.

“Eu procuro educar e ensinar meus filhos com igualdade e tentamos dar esse exemplo em casa: a Taise pode fazer tudo o que faço, não há diferenças, nós trocamos muito, eu lavo a louça, ela vai ao banco, somos muito parceiros. Até nas brincadeiras, procuramos deixar nossos filhos livres para brincarem com o que quiserem. Helena brinca com todo tipo de brinquedo, ela tem carrinho, homem aranha, o Batman. Matteo ainda é muito bebezinho, mas se ele quiser brincar de boneca ou ter uma, ele vai ter”, comenta.

Ele ainda diz que o casal ensina que os dois tenha respeito ao próximo, independente sexo, gênero ou religião, e que não julguem as diferenças.

Espero que Helena entenda como tudo funciona para que ela possa exigir ser tratada com respeito. Que o Matteo trate as mulheres com respeito, queremos dar este exemplo na prática para que nossos filhos possam continuar essa luta por direitos iguais e por mais respeito e empatia ao próximo”, completa.

Anderson di Rizzi (Foto: Sergio Baia)

 

Amadurecimento

Anderson cruzou a linha dos 40 anos no ano passado, mas não houve crise alguma por chegar nesta idade. Ele explica que isso nunca foi uma questão, relata que amadureceu muito neste período e se este menos ansioso.

“Bem diferente de quando tinha 20 anos, por exemplo. A meditação me ajudou muito nesse processo. Eu medito há quase seis anos, duas vezes ao dia e, quando está corrido uma vez ao dia, pelos menos 10 minutos, pela manhã ou à noite. A meditação me ajudou a controlar a ansiedade, pois quando medito me conecto mais comigo mesmo, com o meu interior. Além disso, a alimentação, o cuidado com o meu corpo, e as minhas orações, tudo isso colabora para que eu esteja bem hoje”, descreve.

Ele também não tem medo algum de mostrar seus cabelos brancos que já têm aparecido na cabeça, muito menos da velhice que daqui a pouco vai bater em sua porta. Tudo isso, ele também credita à meditação.

Minhas orações e a maneira como encaro a vida hoje, com mais leveza, me deixam mais preparado para a velhice, que nada mais é que um processo natural da vida. Todos vamos chegar lá.”